Saturday, March 12, 2011

Volta das três pontes

Esta volta é uma volta curta a que dei o nome das três pontes porque atravesso o rio Tejo pela ponte 25 de Abril, pela ponte Vasco da Gama e pela ponte de Vila Franca de Xira. É uma volta muito gira e que dá para fazer numa manhã ou numa tarde.

Saí da Charneca da Caparica pelas 8:30 em direcção à ponte 25 de Abril, com um pouco de nevoeiro, mas já dava para ver que o dia ia ficar fantástico para andar de moto.

Depois de percorrer a totalidade do eixo Norte-Sul, onde fui aproveitando para ir experimentando a maneabilidade da VFR, entrei na ponte Vasco da Gama. A meio da ponte, o nevoeiro ficou de tal forma cerrado que eu decidi levantar a viseira do capacete.

Asneira! Além de ter ficado com a cara gelada, os óculos de sol embaciaram imediatamente. Voltei a baixar a viseira e, literalmente, deixei de ver um palmo à minha frente. Ok! Nada de pânico, reduzi a velocidade, levantei de novo a viseira e fui a lacrimejar o resto da ponte toda até chegar à estação de serviço.

Depois desta peripécia fui até à praia fluvial do Montijo onde está um pequeno porto de palafita. Infelizmente não se ficou a ver na foto:



Depois de aquecer um pouco na praia, fui até Alcochete sempre pela estrada interior ao lado da zona dos sapais. É uma estrada muito bonita que ainda fica mais espectacular quando é feita de moto.

A VFR estava portar-se de uma forma espectacular, sendo muito fácil de manobrar e controlar nestas estradas de interior a baixa velocidade.

Alcochete dispensa apresentações. É uma vila muito castiça que eu não me canso de visitar:



Ainda parei na esplanada do café da praia fluvial de Alcochete, o Pikolé, que eu recomendo vivamente para desfrutar com mais tempo.

De seguida fui em direcção a Porto Alto. A estrada que liga Acochete ao Porto Alto é igualmente uma estrada muito bonita, para fazer de forma descontraída em cima de uma moto. Aquelas planícies verdejantes do vale do Tejo são um espectáculo para a vista e para a mente.

Ao longo desta estrada, que tem uma recta enorme, fui experimentando a performance da VFR à medida que a minha confiança ia aumentando. Foi aqui que fiquei impressionado com a facilidade com que ela passa das 3000 para as 8000 RPM (não passei daqui, e o red-line é às 11.500 RPM). O berrar do motor até parecia que me dizia" Olha rapazinho, se não te agarras como deve ser, eu vou sózinha e tu ficas para aí...".

Entrei depois na terceira ponte, a ponte de Vila Franca de Xira e parei nesta cidade para beber um cafézinho e descansar um pouco...



Daqui resolvi regressar a Lisboa pela Auto-Estrada para experimentar o conforto da VFR a velocidades maiores: a 120 é confortável, a 140 também, a 160 também, ... , e acabou a auto-estrada! Para a próxima tenho de fazer o teste no sentido Lisboa-Porto...

De volta ao lado certo do Tejo, ainda passei na Trafaria onde se comem umas excelentes caldeiradas de peixe:



Como a vontade de ir para casa era pouca, ainda parei mais uma vez, agora na Costa da Caparica:



E foi assim que eu e a VFR nos apresentámos um o outro. No total foram 4 horas de viagem e 180 Km.

Em relação à máquina, eu gosto sempre de lhes dar um nome. Como ela perdoou tanta coisa hoje resolvi chamar-lhe "Leoa", danada para a brincadeira mas muito paciente, desde que não se abuse...

Eu em relação a ela só tenho uma palavra a dizer "Respect".

Boas curvas,
2wRider

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